Palestra : "Biblioterapia" e Apresentação de 2 livros

15 de Setembro, sexta-feira às 21 horas - Espaço Salitre-Amaro

 

Apresentação dos 2 livros: Camilo Pessanha- O pincel na mão dos símbolos- (com Prefácio de Clara de Almeida) e Alice no país dos livros (com Prefácio de Isabel Ponce de Leão)..


 

 

 

 

 

BIBLIOTERAPIA

LINGUAGEM  EM MOVIMENTO; LINGUAGEM DA CURA, DA RE-DESCOBERTA DO EU

 

“No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

 

- Jacques Bénigne Bossuet (1627-1704)

 

A arte literária afigura-se, por excelência, como palco laboratorial para experiências de pensamento onde variações imaginativas proliferam. São essas experiências de pensamento, suscitadas pela ficção, com todas as implicações éticas, que contribuem para o exame de si mesmo no quotidiano; assumindo uma função terapêutica.

É o encontro de horizontes, o do texto e o do leitor, o verdadeiro fio condutor, pois o sujeito que interpreta o texto, é por sua vez, por ele interpretado. A apropriação ou leitura implicada, modifica o leitor, obriga-o a desapropriar-se de si e a receber do texto uma nova proposta.

 Assim sendo, podemos concluir que as histórias ajudarão os leitores a equacionarem os seus dilemas, os seus problemas e perguntas e respostas relativas à sua vida, e por isso poderemos dizer que os sujeitos leitores se tornam objectos e experiência de linguagem.

Linguagem em movimento, diálogo e a catarse como experiência poética e libertação emocional, são alguns dos aspectos fundamentais da biblioterapia.

 

 

 

 

DADOS BIO-BIBLIOGRÁFICOS DE MARIA ANTÓNIA JARDIM

 

Maria Antónia Jardim é doutorada em Ciências da Educação pela Universidade do Porto. Mestre em Literaturas Clássicas Comparadas pela Universidade Clássica de Lisboa. Pós- doutorada em Arte Terapia. Discípula de Paul Ricoeur, é especialista em estudos hermenêuticos e simbólicos.

Directora do Pelouro da cultura do Ateneu Comercial do Porto (1984 / 1994), dirigiu a Revista “Simbólica” em que se comemoram os 100 anos da partida de Camilo Pessanha para Macau.

Professora Universitária, com Agregação em Psicologia da Arte; investigadora no CLEPUL.

Durante 10 anos leccionou Psicologia da Educação e Psicologia da Arte, na UFP-Porto. Coordenadora do 1º Mestrado na Europa em Criatividade e inovação da UFP.

Formadora no Instituto CRIAP. (Coordenadora de Pós- Graduações e Cursos presenciais e em E- Learning.).

Professora de Psicologia da Arte no Instituto Cultural D. António Ferreira Gomes- Porto.

 Orientadora de vários Cursos sobre Imaginário Onírico e Arte Terapia, em Portugal e no Brasil (Universidade Federal de Pernambuco e Universidade de Santa Cruz do Sul) e estágios de Raja Yoga na Índia e Oxford.

 Escritora e Pintora, publicou diversos livros académicos, sobre Hermenêutica, Simbólica, Psicologia da arte, imaginativa onírica e novas pedagogias.

Colaboradora do Jornal “Artes entre as Letras” e da Wall Street International magazine.

Possui o Curso de Defesa Nacional (CDN Porto- 98)

Relativamente à pintura, o seu nome de pintora é A. Sinai e o seu primeiro quadro aconteceu aos 18 anos. Foi a primeira pintora no mundo a transformar quadros em jóias, o que lhe valeu o elogio epistolar da Rainha de Inglaterra, Isabel II, em 2008, aquando os 120 anos do nascimento de F. Pessoa. O segundo momento de metamorfose foi no ano seguinte com a Joia do Douro, um quadro transformado em medalhão / alfinete ao jeito de D. Antónia Ferreirinha, em prata, ouro e pedras preciosas. A terceira vez foi quando a Joia da Alice, exposta no Museu Nacional Soares dos Reis, deu lugar a um alfinete / medalhão em Ouro e esmalte, em 2010. Celebrou os 30 anos de pintura em Fev. de 2012 na Livraria Lello, no Porto.

Um dos seus quadros, foi o seleccionado para ser o rótulo da colecção numerada de garrafas da Jvc Holding que celebram os 150 anos do Amor de Perdição. (2012)


Participou na LICE: Lisbon International  Contemporary Exhibition 2014.

Faz parte da 2ª edição do livro: Artists Cross Continents, que saiu em Março e foi apresentado em Maio de 2015 no Dubai e novembro em Paris, no Carroucel du Louvre, onde A. Sinai expôs o quadro: F. Pessoa, o Mago.

Em 2016 apresentou mais uma vez a transformação de quadros em jóias: 2 corações em ouro e prata pela mão da Topázio, correspondendo a 2 acrílicos, corporizando o projecto “ De Alma e coração” na Exposição “ A Saudade na Geografia Feminina” no Palácio da independência.


Em 2017 criou uma Jóia a partir de um ritual de Prosperidade, com parceria Topázio. A sua apresentação pública teve lugar no Museu dos Terceiros de Ponte de Lima, no âmbito de uma Exposição de arte internacional.

 

Publicou o seu primeiro livro aos 15 anos, aos 19 ganhou um Prémio de Contos e conta agora com 7 livros de ficção, publicados entre 2006 e 2016 e apresentados nacional e internacionalmente, em embaixadas e consulados europeus.

O seu oitavo romance: “ Alice no Pais dos livros “será apresentado ainda em 2017, ano em que a artista celebra 38 anos de escrita e 35 anos de pintura.

 

 

 

 

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